quinta-feira, 19 de maio de 2011

Urbanismo


Cabras de serviço

A Câmara de Guimarães soltou o rebanho, em nome da Ecologia.
Quando os caprinos comem, os espaços públicos ficam limpos.

Cabras de serviço
JC
Isto não é uma iniciativa tonta, o que tem é uma componente de
intervenção criativa." António Magalhães, presidente da Câmara vimaranense,
 não achou graça ao tom jocoso do comunicado dos vereadores do PSD que,
"embora não dominando a disciplina de Zootecnia", questionaram o Protocolo
 das Cabras. O projeto prevê a aquisição de nove caprinos, por cada uma das
 12 juntas de freguesia que celebraram o acordo, a fim de procederem à
limpeza dos espaços públicos, e está incluído no Mapa 2012, um programa
 de valorização do Património, Mobilidade Urbana e Ambiente.
Por agora, as juntas de freguesia ainda procuram quem queira pegar no
cajado e vestir a pele de pastor. Conceição Castro, autarca de Aldão,
explicou à VISÃO que, "se isso não for possível, a tarefa terá de ficar a
 cargo de algum funcionário da junta".
O part time prevê, também, a elaboração de um relatório trimestral,
complementado por fotografias, a dar conta da área limpa pelos caprinos.
 Isto, apesar de não constar do contrato um rendimento mínimo por cabeça
 de gado.
De resto, a ideia nem sequer é original. Em 2009, a Google contratou 200 cabras,
 para tratarem da limpeza dos terrenos em volta da sede da empresa, em Mountain
View (EUA). O objetivo, disseram responsáveis da companhia, era "evitar os
 barulhentos corta-relvas que usam gasolina e poluem o ar". Ainda assim, a utilização
 dada às cabras não escapou às críticas da PETA, conhecida organização de defesa
 dos direitos dos animais, que se mostrou preocupada com o facto de a Google "não
 providenciar água em quantidade razoável nem meios de transporte suficientemente
 confortáveis".
Em resposta, a empresa argumentou que até cumpria mais do que estava no contrato,
fornecendo às cabras "um almoço orgânico gratuito"...
in Visão Verde Online

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Notícia

Cientistas americanos descobrem uma acumulação de resíduos de plástico no norte do oceano Atlântico

 A densidade de pequenos pedaços de plástico é equivalente à da chamada “Grande Mancha de Resíduos do Pacífico” e os seus efeitos são ainda desconhecidos, embora se saiba que a ingestão por aves marinhas é prejudicial para os animais.

A acumulação de resíduos de plástico em alto mar é um fenómeno conhecido sendo particularmente famosa uma mancha de resíduos alegadamente do tamanho do Texas que se encontra à deriva no Oceano Pacífico.
Agora, cientistas americanos vêm dar a conhecer um caso semelhante mas no Oceano Atlântico. Com efeito, cientistas da Sea Education Association (SEA) levaram a cabo um estudo ao longo de 20 anos que revelou que existe uma acumulação de resíduos de plástico no Atlântico Norte.

Ao longo de duas décadas, foram recolhidas amostras de água através arrastamento por uma embarcação de uma rede parcialmente submersa, naquele que é o estudo mais longo e mais vasto sobre os resíduos à deriva.
Dos 6100 “arrastos” realizados nas Caraíbas e no Atlântico Norte, ao largo dos Estados Unidos, metade revelou a presença de pedaços de plástico na superfície marinha, a maior parte com menos de 1cm de diâmetro.

Segundo explica Karen Lavender, da associação SEA “Mais de 80% dos pedaços de plástico que recolhemos em arrastos encontravam-se entre os 22 e o 38 graus norte”, uma zona onde os resíduos se parecem acumular.

A máxima densidade destes pedaços de plástico registada foi de 200 000 fragmentos por quilómetro quadrado, o equivalente à densidade máxima da “Grande Mancha de Resíduos do Pacífico”, esclarece a investigadora.

O tamanho exacto desta mancha de fragmentos de plástico permanece por determinar, bem como os seus efeitos no ambiente. No entanto, explica Karen Lavender “sabemos que muitos organismos marinhos estão a consumir estes plásticos, o que é prejudicial no caso particular das aves marinhas”.

Aproveitamento de resíduos

Cientistas americanos criam bola de golfe a partir de resíduos de “casca” de lagosta

  

A bola é constituída por resíduos da produção de enlatados de lagosta e também por um material biodegradável que serve como ligante e como revestimento. Para além de "amiga do Ambiente" esta bola é económica já que a sua produção custa apenas 19 cêntimos de dólar americano contrastando com o 1 dólar das bolas convencionais.

Uma equipa de engenheiros químicos da Universidade do Maine, Estado que é o principal produtor de lagosta dos EUA, encontrou uma maneira de valorizar os resíduos da indústria de enlatados do crustáceo que normalmente são enviados para aterro.

Os investigadores utilizaram restos de “casca” de lagosta moída e um material biodegradável que serve como ligante e revestimento para criar uma bola de golfe “amiga do Ambiente”, que pode ser usada na prática do Golfe em cruzeiros sem colocar em causa a segurança da fauna marinha, que é prejudicada pelo resíduos de plástico que poluem os oceanos do planeta.

A inovadora bola, que pode ser usada tanto com drivers como com ferros embora não voe  tanto como as bolas convencionais, é ainda extremamente económica uma vez que a sua produção apenas custa 19 cêntimos de dólar americano, em contraste com o custo de quase 1 dólar das bolas de golfe vulgares.

 

 

 

Clima

Buraco na camada do ozono sobre o Ártico atinge níveis históricos

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou, no dia 5 de Abril, em comunicado, que a camada de ozono sobre o Ártico registou perdas de 40%, desde o início do inverno até ao final do mês de março.

A OMM revela que "observações feitas a partir do solo, por balão na zona sobre o Ártico, e de satélite revelam que a camada de ozono apresenta uma perda de cerca de 40 por cento entre o início do inverno e o final de março. A maior perda de ozono de que se tinha conhecimento era de aproximadamente 30%, em todo o inverno".

Apesar do Protocolo de Montreal, assinado pela maioria dos países do mundo, para banir substâncias poluentes que destroem a camada de ozono - como os clorofluorcarbonetos (CFC's) - estas substâncias ainda estão presentes em grande quantidade na atmosfera. Foi a conjugação destes compostos com temperaturas muito baixas, ao nível da estratosfera, que provocou esta redução recorde.
O organismo especializado das Nações Unidas para as questões do clima, referiu ainda que "embora o grau de destruição da camada de ozono no Ártico, em 2011, seja inédito, já era previsível".

quinta-feira, 10 de março de 2011

Iluminação Verde

Cultivar as cidades

As hortas comunitárias conquistam as cidades e ganham novos ocupantes. Visitámos três hortas urbanas, duas em Lisboa e outra no concelho de Cascais, e descobrimos quem são estes "agricultores das horas vagas".

OUTEIRO DE POLIMA, CASCAIS
A HORTA DO MONTE

 








Quando pensamos em hortas, o nosso pensamento afasta-nos das grandes cidades e projeta-nos para as aldeias. Descobrimos, agora, que estes novos espaços de cultivo existem bem perto dos residentes de Lisboa e de Cascais. Estão "escondidos " no meio dos prédios das novas urbanizações, como é o caso da Horta de Outeiro de Polima (na freguesia de São Domingos de Rana, Cascais), na movimentada zona da Graça ou inserida no Parque Monteiro-Mor, que pertence ao Museu Nacional do Traje, em Lisboa.
Com diferentes ambientes e regras de funcionamento próprias, em todas elas encontramos utilizadores de todas as idades e ocupações profissionais, que têm em comum a forte motivação e amor à natureza.
Aqui, a falta de experiência na área da agricultura não é suficiente para os afastar das enxadas e das foices, seja no verão seja nos dias mais frios do inverno. Mais do que aquilo que retiram da terra (que todos confessam ser um complemento saudável à sua alimentação), trocam-se conhecimentos, experiências e combate-se o stresse. Sem dúvida, um lugar de trabalho mas também de convívio.

VIDEO

 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Números a ter em conta!

28% Valor em que, na Europa do Norte, a agricultura biológica se superioriza, em ralação à produção convencional, na retenção de carbono no solo.

7.7 Milhões de hectares de produção biológoca na Europa dos 27

11% Percentagem de redução das emissões de gazes com efeito de estufa, se ocorresse uma significativa mudança mundial para a agricultura biológica

25% Média anual de crescimento da produção biológica na Europa, entre 1990 e 2000

€33 (milhões) Valor actualmente movimentado pela agricultura biológica, em mais de 120 países.

1 600 Número de produtores biológicos em Portugal

15% Estimativa máxima do crescimento anual do mercado de agricultura biológica

€18 (milhões) Volume de vendas de produtos bio, em 2008, na União Europeia