quarta-feira, 27 de abril de 2011

Notícia

Cientistas americanos descobrem uma acumulação de resíduos de plástico no norte do oceano Atlântico

 A densidade de pequenos pedaços de plástico é equivalente à da chamada “Grande Mancha de Resíduos do Pacífico” e os seus efeitos são ainda desconhecidos, embora se saiba que a ingestão por aves marinhas é prejudicial para os animais.

A acumulação de resíduos de plástico em alto mar é um fenómeno conhecido sendo particularmente famosa uma mancha de resíduos alegadamente do tamanho do Texas que se encontra à deriva no Oceano Pacífico.
Agora, cientistas americanos vêm dar a conhecer um caso semelhante mas no Oceano Atlântico. Com efeito, cientistas da Sea Education Association (SEA) levaram a cabo um estudo ao longo de 20 anos que revelou que existe uma acumulação de resíduos de plástico no Atlântico Norte.

Ao longo de duas décadas, foram recolhidas amostras de água através arrastamento por uma embarcação de uma rede parcialmente submersa, naquele que é o estudo mais longo e mais vasto sobre os resíduos à deriva.
Dos 6100 “arrastos” realizados nas Caraíbas e no Atlântico Norte, ao largo dos Estados Unidos, metade revelou a presença de pedaços de plástico na superfície marinha, a maior parte com menos de 1cm de diâmetro.

Segundo explica Karen Lavender, da associação SEA “Mais de 80% dos pedaços de plástico que recolhemos em arrastos encontravam-se entre os 22 e o 38 graus norte”, uma zona onde os resíduos se parecem acumular.

A máxima densidade destes pedaços de plástico registada foi de 200 000 fragmentos por quilómetro quadrado, o equivalente à densidade máxima da “Grande Mancha de Resíduos do Pacífico”, esclarece a investigadora.

O tamanho exacto desta mancha de fragmentos de plástico permanece por determinar, bem como os seus efeitos no ambiente. No entanto, explica Karen Lavender “sabemos que muitos organismos marinhos estão a consumir estes plásticos, o que é prejudicial no caso particular das aves marinhas”.

Aproveitamento de resíduos

Cientistas americanos criam bola de golfe a partir de resíduos de “casca” de lagosta

  

A bola é constituída por resíduos da produção de enlatados de lagosta e também por um material biodegradável que serve como ligante e como revestimento. Para além de "amiga do Ambiente" esta bola é económica já que a sua produção custa apenas 19 cêntimos de dólar americano contrastando com o 1 dólar das bolas convencionais.

Uma equipa de engenheiros químicos da Universidade do Maine, Estado que é o principal produtor de lagosta dos EUA, encontrou uma maneira de valorizar os resíduos da indústria de enlatados do crustáceo que normalmente são enviados para aterro.

Os investigadores utilizaram restos de “casca” de lagosta moída e um material biodegradável que serve como ligante e revestimento para criar uma bola de golfe “amiga do Ambiente”, que pode ser usada na prática do Golfe em cruzeiros sem colocar em causa a segurança da fauna marinha, que é prejudicada pelo resíduos de plástico que poluem os oceanos do planeta.

A inovadora bola, que pode ser usada tanto com drivers como com ferros embora não voe  tanto como as bolas convencionais, é ainda extremamente económica uma vez que a sua produção apenas custa 19 cêntimos de dólar americano, em contraste com o custo de quase 1 dólar das bolas de golfe vulgares.

 

 

 

Clima

Buraco na camada do ozono sobre o Ártico atinge níveis históricos

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciou, no dia 5 de Abril, em comunicado, que a camada de ozono sobre o Ártico registou perdas de 40%, desde o início do inverno até ao final do mês de março.

A OMM revela que "observações feitas a partir do solo, por balão na zona sobre o Ártico, e de satélite revelam que a camada de ozono apresenta uma perda de cerca de 40 por cento entre o início do inverno e o final de março. A maior perda de ozono de que se tinha conhecimento era de aproximadamente 30%, em todo o inverno".

Apesar do Protocolo de Montreal, assinado pela maioria dos países do mundo, para banir substâncias poluentes que destroem a camada de ozono - como os clorofluorcarbonetos (CFC's) - estas substâncias ainda estão presentes em grande quantidade na atmosfera. Foi a conjugação destes compostos com temperaturas muito baixas, ao nível da estratosfera, que provocou esta redução recorde.
O organismo especializado das Nações Unidas para as questões do clima, referiu ainda que "embora o grau de destruição da camada de ozono no Ártico, em 2011, seja inédito, já era previsível".